Essa semana foi marcada por um fato que deixou opiniões bastante divididas na imprensa brasileira. Se trata do plágio dito por muitos feito pelo grupo de axé music Parangolé da música Nova Era do grupo de Power Metal brasileiro Angra. Segundo alegado, os músicos baianos usaram sem a permissão do grupo de rock, o riff usado na música citada. Enfim, se foi plagio ou não, se vai dar processo ou não, apesar de ser muito fã do Angra, não vou falar sobre isso neste post e sim de algo que tende a repercutir diretamente não só nesse affair, mas em muitos outros que virão por aí.
O fato veio a tona no inicio da semana, tendo reportagens citadas nos principais telejornais do país. Na quarta feira, o Jornal da Globo com a apresentação de William Waack fez uma matéria a respeito do ocorrido, que segundo alguns, foi extremamente tendenciosa ao grupo Parangolé. Além disso, a produção da mesma cometeu o erro de creditar a composição da mesma ao guitarrista Kiko Loureiro, quando na verdade, o compositor foi o vocalista Edu Falaschi. E como estamos na era das Redes Sociais, aonde mais essa discussão poderia parar? No Twitter é claro! Logo apareceram milhares de usuários que criaram a hashtag #parangolixo hostilizando o acontecido, havendo insultos totalmente direcionados ao vocalista do Parangolé, Léo Santana. E foi justamente aí que começou a troca de farpas.
Kiko Loureiro enviou um tweet, falando a seguinte frase: “Podem até usar os riffs, mas façam música boa com eles!”, direcionado ao produtor da banda. A partir daí, Leo Santana começou a agir de maneira totalmente hostil, falando que iria começar a ouvir mais Angra para imitar mais. Vieram então, varias outras respostas de Loureiro e também do baixista Felipe Andreoli, como podemos ver nas imagens abaixo.
Leo Santana dando um belo exemplo de como um artista NÃO deve agir em uma rede social! Fonte: Whiplash
O sarcasmo do Kiko Loureiro ainda é politicamente correto. Há alguma ofensa aí? Fonte: Whiplash
A entrada de Andreoli na discussão. Fonte: Whiplash
Porém o que se vê é o seguinte: em nenhum momento, os integrantes do Angra agiram de maneira ofensiva, apenas de maneira sarcástica, ao se referir ao suposto plágio. Todavia a posição de Leo Santana foi totalmente contrária. O músico de axé disparou insultos totalmente aburdos, fazendo inclusive o uso de termos chulos, que sequer foram citados pela imprensa, já que o programa TV Fama da RedeTV mostrou a briga pelo Twitter de maneira bem sussinta. O resultado não poderia ser outro: a fúria dos roqueiros no microblog explodiu. No dia 22 de abril, aniversário de Leo Santana, uma série de xingamentos contra o músicos foi disparada no seu perfil. Ele, por consequência, nem ligou, mostrando-se inclusive com uma postura de “Não vai mudar em nada o que vocês tão falando de mim!”. Apesar de não estar mais nos Trending Topics do Twitter, os hashtag #parangolixo ainda se estende mesmo passado todo o fogo da confusão. Uma declaração do vocalista Edu Falaschi foi politicamente correta. O mesmo mandou um tweet ao cantor baiano falando para resolver o assunto de maneira pacífica e com diálogo.
Reação de Edu Falaschi ao ocorrido.
Enfim, muitos irão chamar este post de tendencioso, totalmente a favor do Angra. Vamos lá: o objetivo disso que foi escrito não foi defender o grupo de rock e acusar em si o plágio, e sim, chamar atenção a uma coisa que vem ocorrendo com certa frequência. Como todos sabem, o Twitter é uma rede social bastante usada por artistas, celebridades e pessoas de bastante destaque na mídia brasileira e mundial. Com isso, direto surgem falhas ou gafes cometidas pelos mesmos. Por ser uma rede social livre, as pessoas tem o livre arbítrio de falarem o que bem entendem. Mas a partir do momento que a pessoa se torna pública, isso fica de certa fora limado. Temos que entender que nessa temática, a pessoa não é só um usuário da internet, da rede social; a pessoa se torna um objeto de holofotes e de reações, que surgirão de diferentes vertentes sobre tudo, mas tudo que essa pessoa falar. Leo Santana despertou nos tweets a postura de uma pessoa baixa e arrogante, isso no meu ver e de muitas outras pessoas, afinal, certos termos usados por ele não são adequados a uma pessoa que direciona a sua música a um público de todas as idades. É um caso que precisa ser revisto por qualquer pessoa ao se usar uma rede social. Se você é conhecido e influencia uma grande massa, seus termos precisam ser regidos de uma maneira que os mesmos ainda possuam classificação livre. Xingar nem sempre é a melhor maneira de resolver as coisas só pelo fato de isso impor machismo. Vamos repensar isso, todos nós! Twitter é para todos e deve ser escrito para que todos possam ler conscientemente.
E mais um piloto do automobilismo brasileiro entrou neste domingo dentro do seu carro, para fazer o que gosta e nunca mais voltar. O acidente fatal que vitimou Gustavo Sondermann ontem na Copa Montana, divisão da Stock Car que corre com disfarce de picapes da Chevrolet foi apenas mais um alerta grosseiro de como está a situação do automobilismo do brasil e como essa entidade medíocre chamada CBA está pouco se lixando para o lado humano da coisa. Parece que a lição não foi aprendida com a morte trágica do Rafael Sperafico quatro anos atrás, no mesmo ponto. O negocio é estampar patrocinador, dar audiência para SporTV e o resto que se dane. Infelizmente as coisas são assim, e eu vou detalhar porque.
Gustavo Sondermann: Mais uma vítima da incompetência geral do automobilismo brasileiro! Fonte: Grande Premio
Desde os seus primórdios, a Stock Car Brasil sempre quis ser a filhinha da NASCAR: uma categoria com carros sedãs com motores potentíssimos, correndo lado a lado, tendo sempre o espetáculo como meta. Aí chega 2001, os motores de Opala são abandonados e os Stock passam a usar motor vindos dos EUA, com oito cilindros em V, 450 cavalos… Pronto, os carros viraram uma bala. E pra dar mais velocidade a coisa, a CBA resolve colocar o oval do Rio no calendário. A reação dos pilotos não foi nada agradavel, pois um tempo antes, aconteceram protestos na pista de Tarumã, considerada na época uma das mais porcas no quesito segurança (mudou alguma coisa?), nas quais correram 23 dos 35 pilotos. O piloto Xandy Negrão criticou a CBA pela escolha do Oval do Rio, deixando isso em uma entrevista que ele deu a revista Quatro Rodas em Junho de 2001. Segundo ele, os carros da Stock poderiam chegar a 270km/h na curva 3, e não teria potencia de frenagem segura para fazer a curva seguinte tranquilamente.
O Xandy avisou, mas só ouviram depois da tragédia! Fonte: GPTotal
Achou-se no principio a reportagem um pouco sem importancia, até que a tragédia acontece. Quinze dias depois, o piloto goiano Laércio Justino, durante os treinos da corrida em Brasília, perde o controle do seu carro, escapa, passa por cima de um guard-rail mal colocado e bate a 175km/h em um guincho colocado fora da pista. O carro ficou completamente destruído tendo parte do seu santantônio danificado, dificultando o resgate do piloto, que demorou quase 45 minutos para ser retirado do carro. Laércio foi levado para o hospital, todavia não resistiu às múltiplas lesões e faleceu no mesmo dia. A categoria exigiu mais segurança, pilotos protestaram, mas nada foi feito. Chegou a se fazer uma analogia com o acidente que em fevereiro do mesmo ano, tirou a vida do piloto americano Dale Earnhardt nas 500 milhas de Daytona. Porém temos que levar em consideração as circustâncias: Dale usava capacete aberto e estava com o cinto folgado o que foi praticamente a sentença de morte dele ao bater no volante com tamanha desaceleração. Porém no caso de Justino, vários fatores foram absurdos: Área de escape topada de mata-burros, guard rail no melhor estilo Montjuich e pra piorar: o que a porra de um guincho faz dentro da área útil de um autódromo? A única mudança que surgiu foi a obrigação do uso do HANS. Mas, por favor né… qualquer categoria do mundo em 2001 já adotava o HANS, não tratemos isso como novidade.
E a Stock foi crescendo, crescendo, grids com quase quarenta carros em autódromos apertados e sem estrutura. Aí resolvem ir pra pista da Argentina em Buenos Aires. Então, acontece outro acidente seríssimo: o piloto Gualter Sales é empurrado, escapa da pista, e bate em uma ondulação da pista, decola e cai em uma área restrita que dá acesso ao paddock. O carro se desintegrou completamente, gerando um clima de medo. Felizmente, ele sobreviveu porém abandonou a categoria. E quando tudo caminhava para a calmaria, acontece a merda.
Última etapa da Stock Car Lights em 2007: a jovem promessa, o paranaense Rafael Sperafico de 27 anos perde a vida em um acidente terrível na curva do Café. Depois de rodar, bater e voltar para a pista, seu carro é atingido em cheio por Renato Russo. Toda a carenagem do carro ficou destruída. O piloto teve morte instantânea. O fantasma da segurança dos Stock voltava a rondar, até por que a terceira irmã das categorias “No Security, Yes Speed”, a Aussie V8 Supercars perdeu um dos seus grandes nomes, o piloto Mike Porters em um acidente igual no ano anterior, no circuito espetacular mas sempre inseguro de Mont Panorama. Criticou muito a curva, pois a mesma é um ponto cego, não tem área de escape e que nada foi feito desde o acidente que envolveu Mark Webber e Fernando Alonso em 2003. Falou-se muito também sobre a fragilidade dos Stock Car, que ainda usavam a clássica gaiola de aço, cobertas por fibra de vidro, tão seguros quanto papelão, enquanto por exemplo, a DTM, desde a morte do alemão Kieth Odor no circuito de AVUS em 1995, usava o monocoque de fibra de carbono. Enfim… questions? Answers? Answers? Questions? E nada foi feito novamente. Os pilotos fizeram um protesto, pedindo para que fosse usada a chicane na curva do café, que geralmente é usada em corridas de moto. A CBA, que desde os primórdios nunca pensou no que o piloto acha, recusou a proposta sem contra-argumentação.
E agora, estamos nós, em 2011. Dezessete anos sem perdermos um piloto na F1; quatro anos sem perder um na Indy, oito anos sem perder um na NASCAR… e do nada, ligamos nossa TV e vemos a noticia que um piloto brasileiro morre após um acidente na Copa Montana. É de lascar mesmo. Temos que levar em consideração que foi constatado que o HANS de Sodermann estava mal colocado e foi responsável pelo traumatismo craniano. Mas pombas… Aonde que a F1, por exemplo, iria permitir uma corrida naquela chuva dos infernos? A estrutura dos Stock continua frágil como sempre. Se capotar, beleza, tem a tubulação toda, a cabeça do cara ta a salvo. Mas fibra de vidro não tem nenhum poder de absorção de energia, levando a força da porrada toda pro piloto. E outra, voltando na questão do HANS. EM NENHUM ESPORTE, UM ERRO HUMANO DEVE SER PAGO COM A VIDA DO ATLETA! A curva do Café continua perigosa, mas mesmo assim, ninguém toma uma atitude, e usa a tal chicane para diminuir a velocidade naquele ponto. Quer dizer, agora reabriram a discussão… Como sempre, tarde demais.
Sempre que acontecem essas batidas, me lembro de um acidente muito parecido que ocorreu em 2007 no circuito de Hockenhein, na Alemanhã na DTM. Nele, o piloto Tom Kristensen, rodou e foi atingido por outro carro em cheio. Kristensen não sofreu um único arranhão. Isso não é apenas a mágica do monocoque, mas sim toda uma gestão que a FIA aplica em cima do automobilismo europeu para manter o consenso entre segurança e espetáculo. Enquanto isso, a labuta brasileira continua: Os stocks continuaram correndo como gaiolas mortíferas com patrocinadores do caralho a quatro por todo canto e a Rede Globo dando ênfase que é a melhor categoria de automobilismo do Brasil. E não é só isso: vemos autódromos sucateados por todos os cantos: o autódromo de Brasília, ninguém investe um puto naquele lugar e a terra toma conta de tudo. Virou lugar de constantes micarês e show de axé rolando open bar, sexo livre e afins (a garotada se amarra, mas pista pra mim é pra carros e não abadás). Ta na hora dessa entidade de bosta, chamada Confederação Brasileira de Automobilismo acordar e parar de tratar a parte humana da coisa. Dinheiro não é tudo. No ritmo que está, Sondermann não será o último. Até quando acordaremos de manhã para ver um cara perder a vida naquilo que gosta? É algo que doi para o público, para a familia, amigos e companheiros de pista e que realmente precisa ser mudado. Mas quando isso vai acontecer…? Quando quiser, basta haver gestão, coisa ausente desde sempre na CBA.
Hoje o Blog do Alex vai voltar alguns anos atrás, para falarmos de um grande talento da música. Todavia não falaremos de nenhum cantor que fez turnês milionárias pelo mundo ou que recebeu inúmeros Grammy’s e que pouquíssimas pessoas conhecem. Isso porque, infelizmente essa pessoa acabou sendo vítima de um mundo que sobrepôs o dinheiro ao talento e no final das contas o mesmo mundo o deixou para fazer tudo sozinho, sem nem se importar como aquele frágil psicológico reagiria. E justamente por isso, o sonho de ser um grande talento reconhecido acabou tragicamente. Falaremos de Kevin Gilbert.
Você que gosta de Genesis, deve ter achado o álbum Calling All Stations pra lá de controverso. É um disco excelente, Ray Wilson é um bom cantor e ouve canções que realmente ainda mostraram o lado prog da banda, como One Man’s Fool. Mas para muitos, aquilo não é Genesis, e sim uma tentativa de prosseguir com um nome de uma banda, que logo em 1998, viu que foi algo totalmente frustrante. Mas acreditem – até 1996, Calling All Stations era algo totalmente inimaginavel na cabeça de Banks e Rutherford, e Wilson era ainda aquele cara que estourou nas baladas com Inside, da sua banda pós-grunge Stiltskin.
O que aconteceu na verdade, naqueles idos da década de 90 no Genesis é uma história que poucos sabem. Como é de conhecimento, a carreira solo de Phil Collins ia de vento em popa, principalmente após o lançamento do álbum Both Sides em 1993, além da carreira de Mike Rutherford com o Mike and The Mechanics, que havia sido bastante proveitosa com o álbum Beggar on a Beach of Gold. O Genesis então ficou meio que em segundo plano. Quando a banda resolveu que queria lançar outro material, Phil Collins decidiu deixar a banda, no qual havia ficado 25 anos seguidos como baterista e vocalista. Então a banda estava a precisar de um bom vocalista, que correspondesse ao staff da banda.
Ray Wilson não foi a primeira opção. Essa posição pertenceu a um jovem cantor, que na época tinha apenas 27 anos e que já havia sido elogiado por grandes nomes da música, entre eles, o mega tecladista Keith Emerson. O nome desse jovem: Kevin Matthew Gilbert, americano, nascido na California em 1967. Desde cedo envolvido no mundo da música, este obscuro talento havia ganho um premio internacional em um concurso de tecladistas promovido pela Yamaha em 1988, e já havia começado um ano antes com uma banda chamada NRG. Posteriormente ele formou sua própria banda de rock progressivo chamada Giraffe, despertando a atenção de muita gente, como por exemplo, do tecladista Pat Leonard, que trabalhara no álbum A Momentary Lapse of Reason do Pink Floyd em 1987. Leonard se surpreendeu com a capacidade para qual Gilbert tinha como todos os instrumentos, e decidiram então trabalhar em um projeto musical juntos. Nisso, surgia a
Uma rara imagem dos dois principais nomes do Toy Matinee: Pat Leonard e Kevin Gilbert
banda pop Toy Matinee, que lançou o seu álbum homônimo em 1990. O álbum tinha ótimas canções, porém não ouve sequer um pingo deincentivo da gravadora, tornando o álbum um fracasso de vendas. Com isso, Leonard decidiu simplesmente encerrar a história do Toy Matinee um ano depois.
Com isso, Gilbert começou a trabalhar tocando em bares californianos, sendo o principal deles o The Tuesday Music Club. Foi nesse cenário que ele conheceu a pessoa que mudaria completamente a história do músico, uma jovem cantora iniciante, mas que já despertava bastante talento chamada Sheryl Crow. Disso surgiu um relacionamento amoroso que parecia que iria dar de vento em popa: Kevin produziu o primeiro álbum da cantora, que levava o mesmo nome da casa de show onde se conheceram, fazendo ela estourar nas paradas. All I Wanna Do virou hit, ganhou dois Grammy’s e tornou conhecida em todo mundo. Essa seria a hora de Gilbert ter seu talento espalhado pelo mundo. Infelizmente não foi assim. Depois que o sucesso começou a estourar de vez, Sheryl terminou o namoro com Gilbert, demitiu não só ele, mas também todo o staff que Kevin trouxe para produzir o disco. Querem ver a única menção que aparece à ele? No encarte do álbum, aparece Kevin simplesmente como tecladista do álbum, sem sequer ganhar um dolar pelo trabalho.
A partir daí, bastante magoado, Kevin torna-se uma pessoa diferente. Sem incentivo de nenhuma gravadora, ela passa a produzir trilhas sonoras para a televisão e longas. Mas como seu talento não era só isso, ele resolveu então trabalhar em um projeto solo. E o mesmo saiu: em 1995, era lançado Thud, um álbum inteiramente produzido por Gilbert que compôs, tocou vários instrumentos e cantou todas elas. Porém sem marketshare necessário, o álbum teve pouquíssimas vendas e se tornou raríssimo. Chegou-se até a fazer uma pequena turnê, restrita apenas à alguns estados americanos. Vídeos desses shows eram raridade até o lançamento do DVD Kevin Gilbert & Thud - Live at the Troubadour em 2009, que vinha acompanhado do álbum remasterizado.
Mas claro, quem conhecia o talento daquela fera, sabia que ele poderia ter uma grande chance de brilhar. E aí entra o Genesis. Com a saída de Phil Collins, procurou-se então um substituto para ser o vocal da banda. Nisso, o manager de Kevin Gilbert enviou fitas com gravações de Gilbert, inclusive dele fazendo uma perfeita performance de The Lamb Lies Down on Broadway no ProgFest de Los Angeles, com sua banda Giraffe, no fim de 1994. Ver Kevin Gilbert interpretando The Lamia era como voltar vinte anos antes e ver Peter Gabriel interpretando o fictício Rael, personagem principal do álbum. Aquilo despertou a atenção de Mike e Tony, que queriam imediatamente uma audiência com ele, para já planejarem um novo trabalho. Era como se o californiano fosse aquilo que faltasse para o Genesis não sucumbir. Então, assim que teve ciência da noticia, o empresário de Gilbert foi até o seu apartamento para lhe dar a noticia. Ao chegar, encontra a porta do mesmo trancada, mesmo sabendo que Kevin não estava saindo de uns tempos recentes. Então depois de muita insistência, a porta é aberta e a cena é desesperadora: Kevin está no chão, desacordado. A emergência é chamada, todavia nada mais podia ser feito: Gilbert estava morto, com apenas 29 anos de idade, e sem completar aquilo que seria a sua maior conquista: ser reconhecido em uma banda de renome pelo seu talento.
O que muitos pensariam que seria uma overdose, um suicídio com arma de fogo, caiu por terra com a causa mortis emitido pelos legistas: Gilbert faleceu vítima de uma Asfixia Autoerótica, que geralmente provocada durante a masturbação ou no ato sexual quando se tenta prender a respiração para se obter mais prazer, e aí meu amigo, o cérebro fica sem oxigênio suficiente e a pessoa corre sério risco de vida. Outro grande talento da música, o australiano Michael Hutchence, vocalista do INXS, morreria no ano seguinte da mesma causa. O mais desconsertante é que sabe-se que Gilbert fora cremado, porém não se sabe até hoje onde foram depositadas as cinzas.
Claro, tinha muita coisa ainda que aquele cara havia deixado incompleto, afinal um talento tão grande não iria se resumir em um setlist tão pequeno. Foi então descoberto vários trabalhos de Kevin que estavam incompletos, entre eles o mais genial deles: The Shaming of the True era uma ópera rock que contava a história do personagem fictício Johnny Virgil, um jovem que sonhava brilhar no mundo da música, e que quando se encontrava no auge do sucesso, passou por tudo que o universo financeiro da música oferece para detonar a carreira de qualquer um. As letras são excelentes, inclusive podemos destacar a música Suit Fugue, feita toda acapella e talvez a música que mais destaque no álbum: Certifiable #1 Smash. O trabalho estava incompleto e coube ao baterista do Spock’s Beard, Nick D’Virgilio, grande amigo de Kevin concluir a instrumentação que faltava do trabalho, tendo o mesmo sendo lançado em 2000. Uma obra que foi praticamente uma autobiografia de Kevin Gilbert expressada em música, que pode ser comparada aos personagens épicos criados pelo rock progressivo, como Rael de The Lamb Lies Down on Broadway (Genesis) ou Pink de The Wall (Pink Floyd), mas que assim como os outros álbuns não teve destaque e é raridade de se achar, a não ser no site oficial do mesmo, ou de maneira ilegal em sites russos de download.
O diário da vida musical de Kevin exposto na alma de Johnny Virgil. Isso é o The Shaming of The True
Posteriormente foram se achando outros trabalhos incompletos, como a dupla de álbuns Bolts e Nuts, gravados no início de 1996 e sendo lançados em 2009 juntos. Contam com algumas inéditas e regravações do álbum Thud e Toy Matinee. Foi também lançado o Kaviar Sessions, álbum que Gilbert gravou com a banda Kaviar, que possui letras de temática adulta, não recomendado para menores de 18 anos, além da coletânia Giraffe, contando com os grandes hits de sua primeira banda. Isso tudo em 1999. No ano de 2002, o tecladista Keith Emerson lançou em seu álbum Emerson Plays Emerson uma música For Kevin, homenageando seu grande amigo de época.
Realmente, foi um grande talento, talvez o músico mais injustiçado da história, mas que hoje deve estar tocando sua bela melodia em um lugar que ele sempre quis ter, tendo aquilo que sempre desejava: viver para a música, como ele canta na música Parade, que abre a sua ópera-rock póstuma.
Tá, vocês irão dizer que esse artigo está muito parecido com o da Wiki. Explico porque: o da Wiki fui eu que escrevi também, afinal era o mínimo que eu podia fazer para um grande ídolo que eu não tive a chance de ver, de assistir e que muitos daqueles que gostem de boa música possam ainda apreciar. E aproveitando a oportunidade, vou deixar uma palinha para vocês ouvirem. No site oficial, foi disponibilizado gratuitamente (isso mesmo, 0800) o primeiro trabalho de Gilbert como músico, feito junto com seu amigo Jason Hubbard, em 1984. O álbum foi intitulado No Reasons Given, tendo Gilbert apenas 16 anos quando o mesmo foi gravado. Alguém duvida que o cara era um puta talento?
Uma coisa que anda sendo bastante discutida no mundo político hoje, ainda mais nessa época de eleição, ondecada vez mais, se coloca a uestão da liberdade democrática, do estado laico, e da igualdade de poderes e direito. Calma, mas hoje o assunto não é política, eleição, nada disso. Hoje falarei de algo mais pertinente, mais polêmico, mais complexa. Falarei de como a sociedade está lidando com o homossexualismo na sociedade atual.
Igualdade de direitos: Uma coisa meio que inexistente entre as diversas opções sexuais.
Tido como uma coisa do diabo na idade média, e posteriormente, na idade Conteporânea considerado por muitos uma doença, o fato de assumir publicamente a homossexualidade foi durante muito tempo um grande motivo para peneirar o ser humano de tudo quanto foi atividade que o homem exerceu no mundo. Um dos fatores que tem sempre influenciado na vivência dos individuos homossexuais, é a religião, que hoje em alguns países, é sumariamente presente nesse assunto, chegando a punir com a morte, aqueles que demonstrem algum indício de mudança no caráter sexual. No Brasil, e em muitos outros países, não chega a tanto, mas não pensem que não existem balas para serem disparadas contra essas pessoas; elas apenas estão engatadas em outra arma. E que arma seria essa? O preconceito ideológico, de direitos, de igualdades, de convivência. O fato da Organização Mundial de Saúde ter descaracterizado o homossexualismo como uma doença, tendo a partir daí adotado outro termo, homossexualidade, não mudou em muita coisa, a vida dessas pessoas no caráter do Estado.
Para continuar, vou passar a citar alguns exemplos aqui. O primeiro deles, são os Países Baixos, que muitos de vocês costumam chamar de Holanda, o que é incorreto. Conhecidos por ser um dos países mais liberais do mundo, os Países Baixos foram um dos primeiros a liberar o casamento entre homossexuais, e a decisão foi bem acatada pela população neerlandêsa. E não só por eles, mas também por muitas entidades em defesa dos Direitos Humanos. Daí pra frente, foram muitos os outros países que seguiram o mesmo exemplo, como Bélgica, Canadá, Espanha, Islândia, este último tendo uma curiosidade: a Primeira-Ministra do país, Jóhanna Sigurðardóttir é homossexual, tendo realizado seu casamento no primeiro dia em vigência da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, dia 27 de Junho de 2010. Outras muitos Estados foram permitindo, porém de modo diferenciado. Alguns países permitem apenas a união civil, como é o caso do Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, França e Uruguai. Já outros, a união formalmente, e judicialmente ainda não é permitida, e é nesse grupo que o Brasil se encaixa. Aos países árabes, bem, não precisa nem dizer.
A primeira-ministra islandêsa Jóhanna Sigurðardóttir, primeira chefe de governo declarada homossexual da história. Créditos: Wikipedia
E por que resolvi então martelar nesta questão hoje? Vou explicar a você, leitor. Na semana passada, a candidata do Partido Verde à presidência da república Marina Silva, em entrevista ao jornal SBT Brasil, declarou ser contra o casamento gay no Brasil, deixando a lei como está, caso fosse eleita. Essa opinião provocou uma certa polêmica entre todos os que são a favor da legalização, ainda levando-se em conta que Marina é evangélica. Para alguns, a candidata usou a influência religiosa para constituir essa opinião, e que isso seria errado, já que vivemos em um estado laico, ou seja, que há completa liberdade religiosa, e que é extremamente vetado o governo influenciar no caráter espiritual de cada um. E não estão sendo poucos os casos, onde candidatos ligados a uma orientação religiosa estão usando isso como artificio para se eleger. Isso porque muitas questões estão sendo discutidas para serem legalizadas. Além do casamento gay, se discute também a legalização do aborto, da profissão da prostituição, entre outras. É possivel que nas próximas eleições, num futuro próximo venha a ser discutida a questão do uso de células-tronco para experimentos com seres humanos. São questões muito complexas, que mexem com a sociedade, mas que esbarram em questões ideológicas, na religião, na preservação da vida e dos costumes que foram passados desde o início da era.
O problema é que nunca há uma discussão sadia dos dois lados. Quem é a favor da legalização, quer discutir isso, expõe argumentos, justificativas, meios e fins. Todavia quem é contra não mostra querer um acordo. Simplesmente expõe pontos de vista, sem querer saber de outras opiniões. Há uma grande barreira criada por diversas doutrinas, que cria um certo preconceito, totalmente prejudicial aos homossexuais no mundo. É criado um estereótipo de que estes estariam sujando a imagem da sociedade pregada por Deus ao criar o Homem para a Mulher e vice-versa. É lamentavel isso? É! Não quero aqui discutir o que é certo, o que é errado, se deve legalizar de vez ou não. Mas será que é mesmo necessário criar uma muralha tão grande? A questão da homossexualidade está cada vez mais presente na mídia, nas novelas como na novela América na Rede Globo, transmitida em 2005, em filmes como O Segredo de BrokeBack Mountain, ou até mesmo no horário eleitoral, quando esse ano, o PSOL mostrou a cena de dois homens se beijando durante seu espaço na televisão.Para muitos, isso parece a banalização do proibido, um atentado ao pudor. Mas isso só mostra raizes de um estado arcaico. Conclusão: se não concorda, acho que tentar passar isso como uma maneira de se auto-promover era passivo de punição. Simplesmente deixe como está, e deixemos que os tempos construam a ideologia de opção sexual do estado brasileiro.
Continuando mais um post com o assunto política, hoje vou retornar na questão que martelou o tópico da semana retrasada. Nos últimos dias não está sendo nada facil assistir na televisão o horário político. Isso porque o que era pra ser uma vitrine de propostas para melhorar as nossas vidas, de nossas familias, e da infa-estrutura de nossas cidades. Virou uma verdadeira balburdia, onde as propostas foram trocadas por ofensas, ataques, acusações, revanches de acusações, e por aí vai… uma grande lavagem de roupa suja, que mancha a imagem dos políticos, de quem os apoia, e quem acaba perdendo com isso? O eleitor que se perde, em meio a tanto bate-rebate, como andei chamando esses acontecimentos no Twitter essa semana. Há uma crise generalizada no sistema eletivo, desde alguns casos, a uma justiça que para muitos é injusta com candidatos impugnados, a até candidatos que simplesmente, não estão sabendo conviver com o sabor da virada, ou da possivel derrota.
Bom, mas vamos deixar as metáforas de lado. O caso que mais tem chamado atenção aqui no Distrito Federal, tem sido o que envolve o candidatos do PSC ao governo, Joaquim Roriz. Em 2007, Roriz renunciou ao cargo de senador para escapar da cassação, e da ilegibilidade por oito anos, como manda a lei, no famoso caso da “Bezerra de Ouro”. Segundo esse acontecimento, o candidato estaria inelegivel por 12 anos, e nem sequer poderia concorrer ao governo na eleição desse ano, como manda a Lei da Ficha Limpa. Roriz teve sua candidatura negada por duas vezes, porém ainda prossegue com campanha, e pretende buscar recurso no Supremo Tribunal Federal. Nesse meio período, aconteceu o que menos Joaquim Roriz queria. As pesquisas já apontam Roriz já atrás do candidato do PT, Agnelo Queiroz. A reação do candidato da direita, que passou 14 anos pior, não poderia ser pior. Joaquim Roriz passou a usar o seu programa para apresentar acusações contra Agnelo, de supostos escândalos envolvendo o rival quando este era Ministro dos Esportes. O tempo usado pelo mesmo, e não só por ele, mas como também pela candidata ao senado, também impugnada, Maria de Lourdes Abadia foi totalmente “dedicado” a distribuir acusações e ofensas. Uma verdadeira falta do que fazer. Não quero acusar, nem defender ninguém, não estou aqui a mando de nenhum partido. Mas acho que horário eleitoral pra distribuir ofensas ao ver ameaçado uma eleição quase certa, é anti-ético, anti-democrático. E do outro lado, o exemplo foi mal aplicado também. Com a recusa da candidatura de Roriz, pelo TSE essa semana, a coligação de Agnelo passou a usar boa parte de seu tempo, para destacar o candidato “ficha-suja”. Quantos e quantos candidatos pequenos, a distrital, a federal, não sonhariam em ter esse tempo para expor suas propostas, para mudar para melhor nossa cidade? Foram traídos por um boxe diplomático. E o mais intrigante, ainda nesse caso em Brasília, é quem têm candidatos, que tem tempo sim, mas que ainda sim, preferem gasta-lo todo, fazendo praticamente uma idolatria ao candidato. Não vou citar nomes aqui, mas no meu Twitter, vocês podem estar conferindo sempre. Lá eu não censuro ninguém!
Toda essa balburdia, não foi nem páreo para a mesma que atingiu a política a nível nacional essa semana. Na disputa presidencial, a briga está armada, entre os dois principais nomes dessas eleições, o tucano José Serra e a candidata do PT, Dilma Rouseff. Depois da grande ascenção de Dilma nas pesquisas, começaram a aparecer acusações de todos os lados. A mais grave delas talvez tenha sido aquela, sobre a quebra do sigilo financeiro da filha de José Serra, por parte do pessoal petista. No dia que estourou a bomba, o pau na televisão comeu solto. Serra foi ao ar, e em tom pouco democrático, no meu ver, admitiu estar furioso com a atitude de sua oponente em fazer isso, além de reinterar que sua filha nunca nem esteve envolvida no cenário político. Enquanto isso, mais coisas foram surgindo. Citaram inclusive fato semelhante que aconteceu nas Eleições de 1989, quando partidários do candidato Fernando Collor de Melo, quebraram o sigilo fiscal da filha de seu rival, Luis Inácio Lula da Silva. E justamente Collor, se tornou o grande pivô de acusações, de todo esse rôlo. O candidato ao governo de Alagoas, era rival do PT, nas eleições de 89, mas hoje faz parte da mesma coligação de Dilma Roulseff. Com isso, se montou uma possivel “equipe” de governo já planejada, caso Dilma fosse eleita, conhecida nos comerciais como o “Time da Dilma”, em alusão ao bordão usado nessas eleições aos candidatos petistas, o “Time de Lula.” Enquanto isso, Dilma não para de subir nas pesquisas, e as acusações só aumentam. A terceira fatia do bolo, a candidata Marina Silva, do Partido Verde, afirmou em entrevista essa semana ao Jornal do SBT, que seria de muita má índole, usar o espaço de campanha para tais fins. Para Marina, isso vai contra os princípios de democracia.
Bom pessoal, como dito, não estou aqui para apoiar e defender ninguém. Porém a palavra da candidata Marina Silva é um exemplo ao que deveria ser aplicado em termos de eleição. Será que acusações são a melhor maneira de reverter um quadro de virada, ou de grande ascenção? Claro que não. Vivemos em um país que está em pleno desenvolvimento, mas que ainda falta saúde, educação de qualidade, acesso a informação, ao conhecimento, enfim… Quantas propostas boas poderíam ser apresentadas, ao invés de tornar o horário eleitoral, que para muitos, já é um saco, um verdadeiro ringue? Muitas questões surgem nessa temática. Candidato que usa seu tempo para lavar roupa suja mereceria um puxão de orelhas? Candidatos impugnados poderiam continuar com seus programas? De certa forma é injusto, o que acontece com candidatos pequenos, que não podem ter sequer uma chance de serem mais claros com suas metas, porque os grandes, mesmo com várias restrições, continuam com suas campanhas como se nada tivesse acontecido. Isso é algo que não é de se concordar jamais, não para quem vive em um país que lutou durante 21 anos por democracia. Infelizmente são temáticas que a justiça ainda caminha a ritmo de tartaruga para resolver, os julgamentos são lentos, não se vê tanto interesse em expôr ao cidadão que podemos enxergar uma sociedade mais diferente, mais justa, mais igualitária. O que vemos, é uma preocupação com audiência, infelizmente!